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25.3.10

Twitter na TV!

O canal de televisão espanhol Veo7 lançou recentemente um progragama dedicado exclusivamente à comunicação via Twitter: Twision.

Além do apelo à participação dos espectadores via Twitter, possui rubricas como a Twitentrevista, na qual esão entrevistadas figuras públicas com perguntas seleccionadas dos leitores.

No primeiro programa, a entrevista foi feita ao basquetebolista espanhol Rudy Fernandez que joga na NBA, e o resultado foi... divertido!

Assista aqui ao programa #1 e reflicta sobre o papel que o microblogging pode vir a ter no jornalismo, neste caso televisivo, dada a sua imediatez:


Twision (Primer programa) from Veo Television on Vimeo.

fonte: Estadão

15.7.09

Como se usa o Twitter no Parlamento?


A notícia recente da adesão às mais novas tecnologias por parte dos parlamentares portugueses, enche de orgulho a classe política. Foi até a convite de um deputado socialista que um grupo de 'populares' tweeters 'civis' visitou a Assembleia, por sinal no dia em que Manuel Pinho preferiu a linguagem gestual aos 140 caracteres do Twitter.

À data deste post, cerca de 21% dos parlamentares portugueses manda umas 'piadelas', ou seja, à data de hoje existem menos 21% de comentário do tipo 'Muito bem!', 'Sim, senhor!', 'Ora toma!', quando um companheiro de bancada fala, apenas porque alguns deputados estão a 'piar' nos computadores da renovada Assembleia.

Graças à aplicação Twitica, criada pela empresa dfusion, ficamos a conhecer estes números e a sociedade civil fica mais próxima dos deputados que usam Twitter, e, supostamente, vêem mais aberto o canal de comunicação com a classe política. Diz a dfusion:

"Acreditamos que a intervenção activa da sociedade só pode ser conseguida através de um diálogo aberto e permanente e, desta forma, criámos o Twitica para ajudar a que o debate político esteja mais próximo da comunidade.
Inspirados e cativados pelos projectos tweetcongress.org e tweetminster.co.uk, o Twitica lista todos os deputados com assento na Assembleia da República e, filtrando os perfis no Twitter, apresenta os seus status como um fluxo de debate dos temas políticos actuais. A listagem de todos os deputados permite ainda que o cidadão comum os conheça um pouco melhor e tenha a oportunidade de os convidar a participar, através do nosso formulário ou, em alternativa, a partir do formulário de contacto disponibilizado no site www.parlamento.pt."

Mas a vantagem mais interessante de Twitica parece ser o conhecimento de como se 'tuíta' na A.R.! É fácil saber que no top 5 dos mais activos estão 3 deputados socialistas (Jorge Seguro Sanches, António Galamba e Nuno Antão), 1 comunista (António Filipe) e 1 social-democrata (Hermínio Loureiro).

Por outro lado, 21 % dos deputados socialistas 'tuíta', 17% dos sociais-democratas também 'pia', 33% dos parlamentares comunistas usa Twitter, 17% dos populares também, 12,5% dos bloquistas também se rendeu ao 'passaroco' e 100% (2 em 2) dos deputados do PEV 'tuíta' regularmente.

Ou seja, a esquerda parlamentar parece mais rendida ao 'pássaro' da moda do que os seus parceiros de direita.

Mas desengane-se quem pensa que tal balanço se fica a dever a algum tipo de conservadorismo ideológico. O Bloco de Esquerda, por exemplo, tem apenas 1 deputado (em 8 presentes na A.R.) a utilizar Twitter. Helena Pinto 'alimenta' os tweets dos bloquistas, todos em nome do B.E.! Ou seja, dos parlamentares do Bloco saem apenas pedaços 'oficiais' de 140 caracteres, numa prática (estratégia?) aparentemente bastante ortodoxa, e contraditória com o espírito de promoção do diálogo que caracteriza o Twitter. Reminiscências ideológicas?

Também Pedro Mota Soares e António Carlos Monteiro são os 2 deputados populares que publicam as mensagens do PP em nome do partido, com muitas citações de frases do líder Paulo Portas e algumas das posições do partido sobre as mais diversas matérias. Um discurso muito institucional em forma de 'piadela popular'.

PS, PSD, PCP e PEV aparentam diversificar bastante mais as suas mensagens no Twitter. Os deputados destes 3 (4?) partidos 'piam' em seu nome, e, muitas vezes, utilizam a plataforma para conversas online, transformando o 'pássaro' numa sala de chat. É mais divertido, é útil, permite mandar 'recados' sem ser repreendido pelo Presidente da A.R., e, como não estamos nos Açores, até dá para mandar umas 'bocas' mais agressivas.

Aconselha-se vivamente que visitem Twitica, para perceber 'Como se usa Twitter no Parlamento'!

8.7.09

A que horas 'tuítas'?


"A que horas 'tuítas'?", perguntava-me outro dia um amigo ainda desconfiado dessa nova mania dos gajos estranhos que escrevem em 140 caracteres de forma compulsiva.

A pergunta, aparentemente inocente e que revelava apenas a curiosidade para saber onde eu ia arranjar tempo para me 'meter nessas coisas', levou-me a tentar perceber a importância dos horários em que escrevo no Twitter (na verdade não tenho horários fixos...).

E fiz a experiência: uma mensagem publicada às 20:00 obteve metade de RT (re-tweets) que a mesmíssima mensagem publicada às 16:00. Se a propagação da minha mensagem não fôr um fim em si mesmo, a questão é pacífica. Mas se a ideia for dar a conhecer um opinião, um evento ou uma informação ao maior número possível de utilizadores, para além da utilização do sistema de indexação, é decisiva a hora em que os 140 caracteres são publicados.

É claro que a ubiquidade do sistema (ainda por cima no telemóvel) não se compadece com estas reflexões constantes, mas uma coisa se tornou evidente: quem segue os 'tweets' pela timeline geral está permanentemente com a sensação que perdeu montanhas de informação, e não tem tempo para percorrer indefinidamente a lista de mensagens num scroll irritante.

Por isso pense: se quiser que a sua mensagem chegue ao maior número possível de pessoas do seu público-alvo, analise os picos de audiência desse 'target' e, antes de escrever compulsivamente, olhe para o relógio!

30.6.09

Twitter tem antepassados portugueses!

Twitter, o passaroco de que mais se fala hoje em dia, parece que, afinal, tem antepassados portugueses!

A 'fórmula mágica' dos 140 caracteres que, a partir de 2006, começou a invadir a comunicação cibermediada (e hoje transformada em 'rede social' quando se põe em bicos de pés) é um serviço de microblogging que há anos é provavelmente seguido por muitos 'cibercidadãos'.

Pelo menos um é conhecido, e é português!
Chama-se António Granado, assina desde 2001 o blog Ponto Media, e escreve com menos de 140 caracteres há anos!

Não detém a marca Twitter, mas possui o conceito: mensagens curtas, utilização abundante de hiperligações e de feeds para ligação a agregadores.

Quase sem querer dei com alguns dos conteúdos que 'me entraram' pelo Google Reader em 2005, mas pesquisado o arquivo de Ponto Media já em 2004 se podiam ler posts como estes:

MAIS SOBRE os cidadãos-jornalistas no The Washington Post de ontem: On Local Sites, Everyone's A Journalist (107 caracteres)

PARA LER: We have met the enemy, and they will be us (52 caracteres)

DE ESZTER Hargittai: References in major papers to weblogs and blogs, 1997-2004 (79 caracteres)

SIM, ISTO é verdade: Online School Taht Gave Cat an MBA is Sued (57 caracteres)

QUEM QUER um calendário para 2005? (34 caracteres)

...etc...

António Granado adoptou no seu blog o 'estilo do pássaro' (que ainda não tinha nascido), só lhe faltou ter as costas guardadas por um sistema que lhe permitisse ir publicando quem 'o seguia' via RSS, por exemplo.

Outros casos existirão por essa rede fora, e muito agradeceria a quem aqui os referenciasse para que a árvore geneológica da 'coisa voadora' se possa começar a desenhar, evitando ter que ouvir discursos como este de Biz Stone em Portugal (diz a Time que uma das 100 pessoas mais influentes do Mundo...)!

29.6.09

Second Life vs. Twitter: comparando o incomparável!

De cada vez que a 'bolha' enche, é difícil resistir às previsões, comparações e outras adivinhações...

O crescimento gigantesco de Twitter é, como era de prever, acompanhado de opiniões especializadas sobre o seu presente, o seu futuro e até o seu passado (que ninguém sabe onde está, talvez nos blogs como este...).

Publicam-se números e gráficos de linhas oblíquas tentadoras, discorre-se sobre tecnologia, comunicação, sociologia, psicologia, economia, gestão, marketing, e fazem-se... comparações!
Como se o acto de comparar validasse fosse o que fosse, sobretudo quando se tenta comparar o incomparável.

Desta vez a publicação de dois textos comparando Second Life com Twitter (!) em sentidos opostos chamou a minha atenção. Não tanto pelos títulos apelativos, mas sobretudo pelo enorme equívoco que constitui a colecção de argumentos que defendem duas aplicações de características e objectivos tão distintos.

Pela voz de Chris Abraham do Advertising Age surge a ideia de que "Twitter tem o que Second Life não tinha: é leve, é barato, é um sistema aberto (e por isso vai sobreviver ao hype)".

Em resposta, Wagner James no seu blog New World Notes argumenta: "Second Life é o que Twitter não é: original e único, 'pegajoso' e rentável".

Vale a pena ler os respectivos artigos e verificar que a argumentação de ambos faz sentido, desde que não utilizada para os comparar descaradamente.

É como comparar um sabonete com uma fatia de queijo, reconhecendo as diferentes qualidades de ambos, mas esquecendo que (em princípio) nem vamos comer o sabonete com marmelada, nem vamos lavar as costas com uma bola de queijo...!

4.4.09

Reis em Second Life, Twitter e Facebook

Reis é nome de grupo musical. É brasileiro, e formado por Reis (voz) e Aldo Brizzi (teclados e electrónica).

Como se lê na sua página, fazem "música para quebrar barreiras, uma mistura de trip-hop, bossa nova e pós-clássica unidos pela voz etérea de Reis".

Amanhã, dia 05 de Abril, pelas 22:00 em Portugal, vão actuar, a convite da Comunidade Cultural Virtual, em Second Life e na ilha Alma.

Mas a maior novidade é outra: o concerto no metaverse da LL vai poder ser ouvido em simultâneo com Winmap ou Windows Media Player abrindo um URL que será amanhã divulgado, mas também pode ser seguido no Twitter e no Facebook!
Entre cada música e nos intervalos, os membros da banda responderão às perguntas colocadas nos tweets dos ouvintes através de tweets da conta @CCVIRTUAL.

Até lá, ficam dois clips de Reis, um na RL e outro em SL:




2.4.09

Master em 'Social Media': Twitter, Facebook, Bebo...

A The Birmingham School of Media anunciou para Setembro de 2009 o início de um Master (MA) em 'Social Media'.

A proposta da TBSM tem levantado alguma polémica e cepticismo relacionados com o plano curricular e com os conteúdos programáticos do Master, com a duração de um ano, e que culmina com uma dissertação teórica de investigação de 15.000 palavras.

Segundo a Birmingham School of Media, o Master visa desenvolver competências que permitam aos futuros alunos:
- Tornarem-se consultores de 'social media' (e perceber o que isso é)
- Desenvolver estratégias de comunicação inovadoras e económicas usando ferramentas de 'social media'
- Desenvolver projectos de media inovadores e alternativos
- Trabalhar com organizações de media já existentes desenvolvendo estratégias na área dos 'social media'
- Desenvolver as capacidades e contribuir para o desenvolvimento de uma nova prática profissional de PR, marketing e web design
- Continuar a desenvolver o interesse académico nos 'social media' tendo em vista futuros graus de investigação
- Contribuir para o desenvolvimento da indústria dos 'social media'

Mas há quem não tenha ficado muito convencido nem animado com a ideia de vir a frequentar um Master centrado na aprendizagem dos 'social media' e da utilização de ferramentas a eles associadas (Twitter, Facebook, Bebo,...).

O The Telegraph anunciou o Master e citou um aluno inglês que terá afirmado ser 'todo o conteúdo deste Master tão básico que poderia ser objecto de auto-aprendizagem. Na verdade toda a gente já conhece estas matérias. Penso que é uma completa perda dos recursos da universidade', terá comentado o aluno.

Quem, obviamente, não achou graça nenhuma, foi o corpo docente da The Birmingham School of Media.
Paul Bradshaw chegou, inclusivamente, a publicar, via Twitter, um esclarecimento afirmando que o aluno em causa estava apenas... 'mal-informado'.

1.4.09

Twitter e Reportagem


Na "twitteresfera", para onde os holofotes apontam nos dias que correm, encontramos as mais criativas e divertidas apropriações da tecnologia em tempo recorde.

O jornalismo, e em particular o online, usa e abusa (como se sabe) da marca do 'passaroco'.

Se por um lado o desafio da escrita em arremessos de 140 caracteres se afigura interessante, divertido e aliciante pela consciência de colaborar na construção de (mais) um novo paradigma, por outro lado esse mesmo desafio conduz frequentemente a lamentáveis resultados!

A cobertura em tempo-real de eventos via Twitter é pródiga em exemplos de mau jornalismo: citações incompletas e incompreensíveis, afirmações descontextualizadas, pouco rigor...

A utilização de Twitter nestas situações exige um controlo e uma gestão do tempo totalmente nova e ainda difícil de apreender. O ritmo de uma palestra, por exemplo, obriga a uma filtragem 'instantânea' da importância relativa das catadupas de informação dividida em pedaços de 140 letrinhas...

O australiano Gary Hayes (@GaryPHayes), dá uma ajuda para perceber o fenómeno, ao dar a conhecer a 'hashtag' #aussiesatmiptv (ou com acesso por aqui), onde se pode ler a cobertura de uma dezena de participantes da Austrália no MIPTV 2009 em Cannes. Vale a pena ler os 'tweets' sobre o evento, detectar as diferenças de estilo e ajuizar, livremente, quem escreve melhor em Twitter...

24.3.09

Twouble with Twitters

E ainda a propósito de Twitter, chegou-me hoje às mãos (leia-se TwitterFon) a ligação para o clip de animação que se segue via Carlos Vaz Marques (@cvazmarques), um dos 'mediáticos habitantes da twitteresfera' e que sigo (quase religiosamente) tanto nas ondas hertzianas quanto na dita 'esfera'. Vale a pena usar alguns dos minutos preciosos que davam para escrever, pelo menos, 10 x 140 caracteres e ver esta curta comédia sobre os problemas dos Twitters...


23.3.09

Twitter: Mediáticos, Media e Mediabólicos!

Através do (louvável) site TwitterPortugal, todos temos acesso aos 'tops' da 'twitteresfera' portuguesa, entre os quais o Top de Popularidade, provavelmente aquele que mais me fascina quando tento perceber como se constrói a dita (popularidade) em sucessões infindáveis de 140 caracteres!

Reparem na lista de hoje dos 'mais populares' (pela medição do número absoluto de 'followers', ou 'seguidores', uma palavra irritante em português, que sempre me faz pensar no 'rasto do caracol', arghhh...):

#1 - @havidaemmarkl (Nuno Markl), seguido por 6651, segue 58 e escreveu 1606 vezes
#2 - @Publico (o jornal), seguido por 5595, segue 3035, escreveu 36425 vezes
#3 - @corpodormente (Bruno Nogueira), seguido por 5279, segue 36, escreveu 233 vezes
#4 - @obviousblog (do blog com o mesmo nome), seguido por 4881, segue 1315, escreveu 1903 vezes
#5 - @brunoaleixo (o próprio), seguido por 4587, segue 4004, escreveu 22 vezes
#6 - @PauloQuerido (criador do TwitterPortugal), seguido por 4200, segue 3582, escreveu 12323 vezes
(...)
#11 - @fernandoalvim, seguido por 2989, segue 3, escreveu 20 vezes
(...)
#17 - @Rui_Zink, seguido por 2111, segue 42, escreveu 9 vezes
(...)
#25 - @TSFRadio, seguido por 1776, segue 1, escreveu 8781 vezes
(...)

nota: a bold os números mais significativos para uma possível compreensão do fenómeno da popularidade

Desta brevíssima recolha, algumas (poucas) conclusões, muito pouco científicas, dividindo os mais populares em 3 tipologias:

Os Mediáticos > Os indivíduos mais populares em Twitter, que antes de o serem já o eram fora do Twitter (basta-lhes escrever meia dúzia de vezes que a 'coisa' voa...)

Os Media > Quem produz informação e a passa automaticamente para Twitter, e que garante um número de seguidores significativo, pela óbvia utilidade do serviço

Os Mediabólicos > Os que alcançam a popularidade em Twitter graças a uma produção diabólica de mensagens seguindo um número igualmente diabólico de outros indivíduos

Se não se revê em nenhum destes 3 tipos de utilizadores de Twitter não espere ver o seu nome no Top de Popularidade; mas se isso fôr mesmo muito importante para si, então invente outra forma qualquer de convencer milhares de pessoas a segui-lo (mas depois não se queixe, ok?)!

18.2.09

De novo Twitter e Blogs...

Na leitura do último post de J.L.Orihuela no seu blog com o título 'Twitter como voz alternativa para los bloggers', reparei na ligação ao blog de Jesus Encinar e ao seu post 'El microblogging cambia el ecosistema de todos los blogs'.

A defesa de uma alternativa via Twitter referida por Orihuela a propósito do caso de roubo de identidade de Van Der Henst, e a possibilidade do 'passaroco' vir a constituir uma plataforma de eleição na gestão da comunicação de crise, parece pouco consistente e convincente, sobretudo por não salvaguardar as particularidades de cada um dos meios (blogs e microblogs).

Encinar equaciona a 'alteração do ecosistema blogueiro' de uma forma mais clara:

"A limitação de 140 caracteres é uma grande vantagem

Se alguém me tivesse apresentado um projecto de microblogging, a limitação dos textos ter-me-ia parecido pouco razoável 'Porquê limitar os textos? Se alguém quer escrever mais de 140 caracteres deixem-no. Internet é o mundo da liberdade e não faz sentido criar barreiras e limitações desnecessárias'.

Não teria estado mais equivocado. A limitação forçada de caracteres tem grandes vantagens que não são aparentes à primeira vista:

- Não interessa escrever algo curto. Num blog, parece escrever apenas uma frase. Escreves menos posts mas mais longos. Microblogging é mais fácil e imediato, ideal para ser o primeiro a dar uma notícia

- Não tens que dar explicações nem justificações nem considerações prévias, toda a gente entende que não há espaço

- Força-te a falar sem verborreia, a eliminar palavras desnecessárias e a ir ao detalhe

- Percebes a ideia do que alguém diz e rapidamente

- Quando lês microposts dos outros, sabes que todos vão ser do mesmo tamanho, é até fácil lê-los num telemóvel

- Não há necessidade de títulos, tags, posts relacionados, pingbacks nem nada similar

- É a forma ideal de assinalar um vídeo de que gostaste ou de chmar a atenção sobre uma notícia que leste. Não necessitas de um post no teu blog só para assinalar um vídeo do youtube

- É uma alternativa aos RSS para informar dos posts que vais escrevendo, mais rápido que qualquer leitor de RSS

A qualidade de todos os blogs melhora ao eliminar os mini-posts dos blogs

O outro aspecto interessante é como o microblogging de maneira indirecta melhora a qualidade dos blogs. (...) Muita gente escreve menos nos blogs, mas coisas mais interessantes. Em troca, podes seguir as suas ligações a coisas interessantes no seu twitter, se te interessa. O conteúdo dos blogs melhora assim de maneira indirecta, e vão sobrando apenas posts mais repousados e interessantes."

A exposição de Encinar é brilhante, porque explica, com clareza, não só as diferenças entre os meios e as narrativas a eles associadas, como também as sinergias que se criam entre ambos.

Fica mais claro, lendo Encinar, que os microblogs têm ritmos próprios e objectivos diferentes dos blogs, e que há seguramente espaço e razão para a co-existência.

Ainda não é desta que os blogs morrem...

16.2.09

Afinal o Twitter antes de nascer já existia!

Algo me tem andado a zunir na cabeça sobre esta correria desenfreada ao Twitter e afins.

Confesso-me fascinado pelas apropriações que os utilizadores fazem da aplicação, mas algo me fazia lembrar coisas que já tinha visto escritas há muito tempo: esta ideia dos 140 caracteres, do microblogging,...

Verifiquei que o Twitter nasceu em Março de 2006, e fui consultar (porque não?) os arquivos do Ponto Media, o blog de António Granado, referente ao mês de Fevereiro de 2006!

Em 27 de Fevereiro, por exemplo, A.Granado escrevia: "The Wall Street Journal vai juntar as suas redacções online e em papel." (a frase continha uma hiperligação para um artigo que entretanto já não existe). Menos de 140 caracteres, concretamente 71, para dar a notícia...!

Exemplos como este em Ponto Media são inúmeros, como se sabe.

E eu pensei: o António Granado podia ter criado o Twitter! O microblogging pelo qual enveredou no seu blog, não é, maioritariamente, mais do que a resposta à pergunta dos homens do passaroco: "What are you doing now?"!

Felizmente que as respostas de A. Granado a esta pergunta constituem um inestimável legado de informação relacionado com o jornalismo e com o jornalismo online.

O que me faz confusão é ler as mesmas coisas no Twitter e no Ponto Media...

6.2.09

O povo é quem mais ordena!

Não é em Grândola, é no Twitter!

E o 'povo' são aqueles gajos todos à volta dos tecnólogos e 'geeks'.

E é esse o 'povo' que manda no Twitter, não os tecnólogos nem os 'modelos de negócio'!
E manda tanto, que já há contas no Twitter como estas (as minhas preferidas da lista do 'Search Engine Marketing Group, via dica de A.Granado):

/laundryroom > uma conta do Olin College's West Hall que serve para gerir a disponibilidade das máquinas de lavar e secar e os dispensadores de preservativos de uso comum.

/askastripper > é mesmo uma conta onde se faz o que vem no título: perguntas a uma stripper! A satisfação das curiosidades é publicada no blog com o mesmo nome.

/missingchildren > uma conta criada para publicar o maior número possível de dados sobre crianças desaparecidas, como residência, descrição do desaparecimento, fotos, e notícias dos casos que acabam bem quando a criança aparece.

/goodcaptain > um projecto de escrita de uma novela via Twitter! De 140 em 140 caracteres se compõe a história, basta ter paciência para seguir os tweets dos mais antigos para o mais recente.

/amazon > esta conta tem a ver com a Amazon. Basta escrever o título ou ISBN de um livro que procura, e recebe todos dados sobre a obra.

Como se percebe, ideias não faltam, e o tal 'povo' vai continuar a fazer da Web 2.0 aquilo que quiser...
E que se lixem os tecnocratas 'modelos de negócio'!

4.2.09

A tendência autofágica da informação que circula

Foi já há 3 anos (!!!) que aconteceu o 3º Encontro Nacional e o 1º Encontro Luso-Galaico sobre Weblogs, no Porto, onde José Luis Orihuela perguntava: "Porque é que os weblogs (não) vão acabar em 2006?"...

À época, o desafio de Orihuela era interessante, divertido e de resposta óbvia: não, os blogs não vão acabar em 2006 (quanto mais não seja para que se possam organizar os Encontros seguintes, como veio a acontecer).

Mas os blogs, ou blogues, de que falava Orihuela, não são os mesmos de 2009! Nem podiam ser!
A blogosfera (uma espécie de bolha instalada algures no ciberespaço) perdeu muito do seu carácter corporativista para as redes sociais e para o chamado 'microblogging', até para os mundos virtuais...

A incontornável atracção da componente social no ciberespaço, continua a fazer com que as coisas mais estranhas aconteçam, e onde menos se espera...

As redes sociais mais conhecidas (Hi5, Orkut, Friendster,...) continuam a 'encher a barriga' de Facebook, que, por sua vez, se alimenta da sua principal aposta: a chamada 'interoperabilidade' com outras ferramentas inicialmente com funções distintas, como os mundos virtuais, os blogs e o microblogging (Twitter à cabeça)...

Na prática, tudo isto se manifesta numa complexa e intrincada teia de informação que segue os mesmos percursos até se alimentar dela própria: um verdadeiro caso de autofagia! Ou um mega cibercorpo de sistema venoso potencialmente explosivo!

Se publico no meu blog: "Não percam esta notícia do Público em http://tinyurl.com/codvb9", passados segundos, se eu quiser, tenho publicado o mesmo conteúdo no Twitter, no Google Reader ou no Facebook, por exemplo..., para quem me 'seguir'!

E repito: o mesmo conteúdo, os mesmos caracteres, a mesma narrativa, o mesmo formato...

Por isso há blogs que são microblogs (adoptando os famosos 140 caracteres do Twitter), e que amanhã serão nanoblogs...

Por isso há contas no Twitter onde se publicam apenas ligações a blogs, que, por sua vez, são microblogs iguais ao Twitter!!!

Na minha rede de 'amigos' em Facebook encontro toda esta informação, que sigo fielmente.
A mesma informação que encontro no Google Reader, as mesmas frases que me aparecem no Twitter, os mesmos feeds que obtenho em Second Life!

Esta tendência autofágica da informação que me circula pelas 'veias digitais', fica a dever-se ao pouco/escasso/inexistente cuidado que os cibercidadãos parecem ter quando usam uma linguagem específica...
As particularidades dos meios ao serem 'esquecidas' ou propositadamente 'miscenizadas', transformam a mensagem numa coisa sem piada, sem métricas próprias, semanticamente pobre...

28.1.09

Viajar por Second Life via Twitter

Twitter é, sem dúvida, um dos fenómenos mais recentes de popularidade no ciberespaço.

Contrariamente a algumas opiniões que ditavam a sua pouca utilidade e anunciavam a sua morte para breve por falta de definição de um 'modelo de negócio' claro, o 'passaroco' chilreia cada vez com mais força.

Se a sua utilização em Second Life (via Twitterer) era já um hábito, desta vez foi com enorme satisfação que li os 'tweets' que remetem para os mais variados SLURL's (Second Life URL, ou a localização, na Web, de um dado espaço em Second Life com possibilidade de 'teleporte' imediato).

Seguir a 'lista' de SLURL's via Twitter é quase obrigatório para quem quer organizar viagens em Second Life, ou mesmo para quem procura viagens menos organizadas no metaverse.

É só seguir twitter.com/slurl!

20.1.09

A versão 'Ocasião' do Twitter!

Estava eu a ver a 'Inaugural Parade' de Obama na CNN.com/Facebook, e, numa passagem fugaz pela minha caixa de correio, verifiquei que começara a ser 'seguido' em Twitter por 'Masqueahorro'!

Como habitualmente, segui o link para o meu mais recente 'seguidor', a ver se me interessava também segui-lo. Não, não me interessou!

'Masqueahorro' seguia, no momento 1,994 'twitterers', e era seguido por 373, tendo feito apenas 8 'updates' em 13 dias!

O mais interessante é que as mensagens de 'Masqueahorro' recorrentemente apresentam links (tiny url's) que levam à página 'El Magnate Ahorrador', um site de carácter puramente comercial de prestação de serviços financeiros!

Foi o meu primeiro contacto com um 'Twitter prêt-à-porter', e confesso que me impressionou imaginar o que pode vir a tornar-se o microblogging nas mãos dos homens do Marketing!

9.9.08

Mais sobre o mundo plano da comunicação

Desta vez a notícia refere-se à CNN e a Rick Sanchez, jornalista cubano correspondente da estação americana, que, durante a edição do fim-de-semana da CNN Newsroom em primetime, mostrou ao vivo e respondeu a 'tweets' dos espectadores sobre o furacão Gustav.

Rick Sanchez tem um conta de Twitter com cerca de 9.900 'seguidores' (!), e foi notícia por usar 'social media' durante uma emissão televisiva tradicional em directo.

O sucesso foi tal, que a CNN decidiu criar o programa Rick Sanchez Direct, 'alimentado' pela actividade de Sanchez em sites como Twitter e Facebook.

O programa vai para o ar a partir de hoje...
(estando a CNN oficialmente em Second Life, aguarda-se a notícia de futuros 'tweets' vindos do metaverse)

dica: José Luis Orihuela

2.5.08

Twitter e a Máquina de Escrever


AngryBeth Shortbread é uma criativa builder em Second Life™.
Na Pencil Factory, um dos meus locais favoritos, estão muitas das suas propostas de interacção no metaverse, que são visita obrigatória para quem se interessa por novas formas de comunicação.
Depois de ver o post do Hamlet, não resisti a ir experimentar a Mega Máquina de Escrever da AngryBeth (na Pencil Factory) com ligação ao Twitter.
A ideia é engraçada e muito simples: usar as teclas da máquina com um click ou um 'sit' para maiúsculas, terminar a mensagem com o manípulo à esquerda, e o que escrevemos aparece não só numa folha gigante como no Twitter de SLtypewriter (como podem ver na imagem, onde o meu avatar estava sentado sobre um 'U' para sair uma maiúscula)...
Mas o mais interessante é a forma como, conceptualmente, a AngryBeth cria uma ponte tecnologicamente intemporal entre as máquinas de escrever da nossa meninez com o Twitter!
Vale a pena testar... e pensar na brilhante obra da AngryBeth!