O Natal virtual!
À volta de uma peça para a RTP1 com o Luís Miguel Loureiro, detive-me na 'dura realidade do mundo virtual': quase não se encontra 'ilha' em Second Life que não tenha, pelo menos, um desses gorros vermelhos debruados a branco...
Vagueámos por dezenas de lojas de produtos natalícios, visitámos montanhas repletas de pinheirinhos brancos, passeámos em pistas de gelo onde os acordes monocórdicos das canções de Natal andavam em loop...
O Natal (e o Carnaval, daqui a uns meses,...) instalou-se na 'segunda vida' sem pedir licença: não se trata de comemorar o nascimento de ninguém, nem de festejar a chegada de um grupo de reis às cores, mas sim de reproduzir aconsumista e hipócrita época natalícia que nos impregna a 'vida real'.
Se você é dos que não gosta do Natal, ou, pelo menos, dos que passa bem sem ele, então não 'entre' em Second Life! O Natal está lá, vigoroso, lamechas e imitador...
Na tentativa de compreender o fenómeno (uma aparente espécie de 'missão' para comunicar aos marcianos aquilo que se faz na Terra por estes dias), chamámos à memória a interpretação mais 'freudiana' da mimesis, e aproximámo-nos da questão central: em época de Natal 'real', 'estar' em Second Life sem Natal é algo desconfortável; a presença de referêcias à 'dura realidade natalícia' garante uma maior identificação afectiva com o meio, e facilita a imersão e a vontade de partilhar a época festiva!
Como, pessoalmente, não sou dos que vibro com a 'coisa', afastei-me um pouco da 'segunda vida' e vou mas é tentar encontrar o Pai Natal na 'primeira'! Já que o 'teleporte' ainda não é possível, substituo o 'TP' por 'TAP', e... fui!
Até breve...