2.3.09

Abrupta 'bloguização'!

José Pacheco Pereira, historiador, político na reserva, blogger desde 2003, cronista, opinion-maker, escreveu para o Público do último dia de Fevereiro que "a falta de proporção e relevância, típica da agenda dos blogs, se transferiu para a comunicação social".

A este fenómeno, J.P.P. deu o nome de "bloguização da comunicação social".

Não fora a experiência e a indiscutível sabedoria do autor nesta matéria (blogs e comunicação social), e não seria de estranhar a especulação atirada como 'barro à parede', no que à tal "bloguização" diz respeito.

Mas ler nas palavras de Pacheco Pereira uma suposta falta de proporção e relevância na comunicação social 'importada' da blogosfera, é, no mínimo, um pensamento retorcido e estranho.
A 'típica' agenda da comunicação social dos últimos (10?) anos faz-se, todos os dias, dessa falta de proporção e de relevância, com ou sem blogs por perto.

E o blogger Pacheco Pereira sabe que assim é, lê jornais, vê (e participa em) telejornais feitos de histórias de 'Courbets'. A relação de causa e efeito imaginada por J.P.P. parece não existir duma forma tão límpida, ainda que o neologismo seja simpático (e sabemos como o autor gosta destas coisas...).

Além do elaborado raciocínio, Pacheco Pereira arrisca, no referido artigo, uma breve história da blogosfera que acompanhou (provavelmente) como ninguém em Portugal, mas que aparece nas páginas do Público como um exercício de retórica típico dos textos do autor, pleno de referências a momentos e imaginários ideológicos que teimam em perturbar a tranquilidade do sono social-democrata de J.P.P.

E... não havia necessidade, porque, afinal, os sintomas da criação de Pacheco Pereira (a 'bloguização') já se fazem sentir na comunicação social ainda andávamos todos a escrever blogs infantilóides que contavam histórias que não interessavam nem ao Menino Jesus!

1 comentário:

Augusto Abade disse...

O Pacheco Pereira político na reserva? Deves estar a gozar não?

Ele farta-se de gozar... e no gozo está incluido o artigo que escreveu no Público. E se, o que não acredito, foi sincero no que escreveu, então o homem anda um bocado obtuso. Talvez por escrever demasiadas 'opiniões' e crónicas em jornais... (lembrete: tenho de deixar comentário no EPHEMERA pois a sua excelente iniciativa de colocar parte do seu espólio online, não me parece que através de um blogue seja a melhor forma...).

E histórias que não interessam nem ao menino Jesus, continuamos todos a contar em 2009 :-)