"Rápido, Fácil e Divertido"
Foi assim que Philip Rosedale e Bob Komin falaram inworld de um futuro Second Life®, mais "rápido, fácil e divertido"...
Foi no passado dia 30 de Julho, com cobertura da treet.tv:
fonte: new world notes
Foi assim que Philip Rosedale e Bob Komin falaram inworld de um futuro Second Life®, mais "rápido, fácil e divertido"...
Foi no passado dia 30 de Julho, com cobertura da treet.tv:
fonte: new world notes
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Paulo Frias
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11:23
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Etiquetas: linden lab, mark kingdon, philip rosedale, second life

Burning Life 2009 é um dos eventos do ano promovidos e organizados pela Linden Lab em Second Life. Assim reza a 'press release' da LL que explica a iniciativa que hoje começa no metaverse (numa tradução para 'português' da responsabilidade dos promotores):
"De 17 a 25 de Outubro o Festival Burning Life chega como um arrebatador vento de poeira próximo de si ! Sim é hora de desenterrar os seus óculos virtuais e máscara de protecção contra a poeira , usa a tua indumentária mais extravagante e vem acampar virtualmente com os teus melhores Amigos.
"O que é isto de Burning Man ?" a maioria dos novos residentes devem se perguntar. Nós vamos explicá- lo e falar-vos do porquê de o fazermos, então pega em alguns detalhes empoeirados que os veteranos estão mortinhos por conhecer, como " quando posso começar a construir o meu campo / obra de Arte!? "
Burning Life é um festival da Comunidade, Arte e fogo no mundo virtual do Second Life. Foi celebrado pela primeira vez em 2003 quando a grelha do Second Life estava ainda na sua infância, e inspira-se na Arte da vida real, festival do fogo e da Comunidade globalmente conhecido como Burning Man. Tanto o Burning Man como o Second Life começaram em San Francisco, Califórnia. Mas eles têm muito mais em comum do que a sua origem ...
Em 1999, um Homem sonhador decidiu explorar esta coisa de Burning Man que tinha ouvido falar. Para o seu carro trouxe uma tenda, água e tudo o que precisasse para sobreviver, então conduziu 300 milhas (480 km) pelo alto deserto do Nevada. Chegou a um ermo de lama seca com fendas de 40 milhas quadradas ( 65 km ), rodeado de montanhas distantes. Calor. Estava extremamente quente. Excepto quando o sol se punha. Então era simplesmente frio. O deserto da pedra preta ( Black Rock desert) é um antigo leito de um lago que está seco. " A Playa " , como lhe chamaram os Géologos, dura, estranha, impiedosa e tão intensamente árida que nos " implora " para ser a nossa tela em branco. Um estranho acampamento tinha sido erigido ali , rodeando uma enorme estátua antropomórfica em madeira destinada a ser queimada na última noite. O que o Sonhador encontrou ali - um grupo enorme de pessoas auto-organizados numa Cidade, criando colaborativamente uma realidade diferente - ajustou a direcção do projecto que desenvolvia em San Francisco e preencheu a mente com ideais àcerca da natureza da realidade, criatividade, identidade e Comunidade. Ele trabalhou algumas destas ideias na fundação do seu projecto " Linden World " , que nós conhecemos hoje como Second Life. Esse Sonhador era o nosso fundador Philip Linden.
Um avanco rápido até 2003. Inúmeros funcionários do Linden Lab eram assíduos no Burning Man , mas em 2003 estavam demasiado ocupados com o lançamento do Second Life para visitarem a " Playa " na vida real. Entao Phoenix Linden dirigiu-se á organizaçao do Burning Man a fim de obter autorização para fazer uma homenagem ao acontecimento da vida real no Second Life. Com a permissão oficial, os Lindens construiram uma estátua do Homem muito à semelhança da real e " queimaram-na " no mundo do Second Life. Que parece histária antiga :-). 2009 marca o sétimo ano do Burning Life no Second Life.
A nossa inspiração:
O que acontece na vida real no Burning Man é deveras fenomenal. Esta cidade do mundo real de 50.000 habitantes, construida inteiramante pelos seus cidadãos, está a 100 milhas (160 Km) da fonte mais próxima de suprimentos. No entanto tem estradas, sinais de rua, um aeroporto aprovado pela autoridade Aeronautica, rede eléctrica, um Hospital, enormes praças públicas, luzes de rua, procissões, espectaculos e rituais. Tem modas fabulosas, situações ridículas e arte tão cruas literalmente perigosas. " Não há espectadores " é um lema comum e de facto, o consumo passivo da diversão é bastante dificil num ambiente de campo de sobrevivência como este é. Você tem que trazer consigo tudo o que precisa para sobreviver, visto não haver nada á venda e a troca de dinheiro é proibida na cidade da pedra preta -" Black Rock City " . Água, abrigo, comida -- a banheira com água quente, a discoteca de três andares em forma de pato que desenhaste, o fabuloso vestido de cocktail de lantejoulas, o lança-chamas pessoal - tem que trazer tudo consigo! E as pessoas levam. Muitos campistas entram na " Playa " em autocaravanas de 16 rodas altamente equipadas e centenas de companheiros campistas ansiosos por pôr mãos á obra na construção da sua visão.
MAS - É tudo temporário. Ao fim de uma semana, grande parte da da Arte está queimada, e cada última partícula do que foi trazido é retirado outra vez, até ao último resquício, Sem Deixar Rastro da cidade que ali estava antes. Quando as chuvas de inverno chegam, até as pegadas desaparecem. Até ao próximo ano ...
Porque é que fazemos o Burning Life:
Pela mesma razão que fazem o Burning Man. Para aprender e crescer. E para formar uma comunidade que valorize a aprendizagem criativa e a evolução. A sua natureza temporal é essencial para ter a experiência imediata e sem intermediários, e as malhas estéticas fundem- se perfeitamente com a revolução de conteúdos feitos pelos usuários no Second Life. Quando Philip Linden colocou as ferramentas de criação nas mãos dos residentes, ele estabeleceu o mesmo nível de igualdade que energiza o Burning Man. Todos contribuem. Ninguem é especial, e todos são estrelas!
Envolve-te. Nem importa o quanto sabes de Second Life. Se não és um grande construtor - este é o lugar para experimentares e aprenderes com os outros. Se ainda não conhece ninguém no Second Life -- vai conhecer. Se é um veterano do Second Life e deseja um pequeno caos criativo à moda antiga, venha. Burning Life 2009 vai ser exactamente o que cada um de nós puser nele."
Por
Paulo Frias
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17:17
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Etiquetas: burning life 2009, linden lab, philip rosedale, second life
Depois de ter seguido a peça de Ricardo Oliveira Duarte e Herlander Rui na TSF ontem ao fim da tarde, consegui hoje ter acesso ao vídeo de Philip Linden aka Philip Rosedale a falar no 'estúdio' virtual da TSF em Second Life sobre o seu passado, o passado, e o presente, e o futuro de SL.
Se não seguiram a peça na rádio, vejam o vídeo!
Vai amanhã para o ar, a partir das 19:00 na TSF, 'A Segunda Pele', uma reportagem de Ricardo Oliveira Duarte e Herlander Rui em Second Life.
A notícia foi ontem publicada pela Reuters com o título 'New Linden CEO could be named within weeks', e transcreve parte de uma conversa com Philip Rosedale, ex-CEO da Linden Lab.
Mas o que tem enchido as áreas de comentários quer na Reuters quer nos blogs que acompanham o metaverse, são os 'sábios' pensamentos de Rosedale sobre os 'residentes' de Second Life:
"A única coisa que os utilizadores de Second Life têm em comum é que têm muito tempo." (tempo livre, presume-se...)
"Os utilizadores nas grandes cidades como Nova Iorque ou Los Angeles passam menos tempo em Second Life, não apenas porque estão ocupados mas porque têm menos necessidade de se refugiar num mundo alternativo e anónimo."
"Mau tempo, regimes opressores, pobres condições económicas - assim se cria um utilizador de Second Life."
À parte algumas contradições entre as frases, as palavras que a Reuters coloca na boca de Rosedale são verdadeiros 'tiros no pé', e demonstram:
- presunção
- falta de cultura geral
- falta de rigor
- insensibilidade social
- pouca correcção
- total incapacidade para saber como está o tempo
- total incapacidade para entender o que é um regime opressor
- total incapacidade para perceber o que é a pobreza
Ou seja, tudo o que um ex-CEO não deveria demonstrar.
Rosedale descolou definitivamente da realidade!
Depois do meu último post, fiquei a moer o que escrevi, a reler a entrevista exclusiva de Philip Rosedale à Reuters, passei pela homepage de Second Life, passei de novo pela entrevista, reli o post, e... mea culpa!!!
A análise e os comentários que fiz tornaram-se mais claros: estava a cometer um erro!
Rosedale não tem nada que ser criativo!
Na entrevista à Reuters, diz Rosedale: "By far the largest source of income to Linden Lab is the sales and the tier fees. The core of our business is a hosting business."
E na pobre homepage de SL: "Your World. Your Imagination."
Posta a questão nestes termos, quem tem mesmo que ser criativo, se quiser, são os residentes de Second Life. São eles que tiram partido da tecnologia disponível, são eles que pedem mais estabilidade, menos updates às quartas-feiras, menos lag, melhores performances. A Linden Lab vai acompanhando desde a Califórnia o movimento das "formiguinhas" incansáveis que vão construindo um mundo que Rosedale nunca na vida terá imaginado.
As minhas desculpas, Philip, estava eu enganado nas apreciações que fiz!
O tal "erro de marketing" que arrisquei afinal não existe!
Our World. Our Imagination.
"Oh, meu Deus, o futuro está vivo!... É a natural miopia dos sistemas emergentes como este. (Second Life)".
Esta foi uma das afirmações de Philip Rosedale durante a inauguração da Second Life Community Convention, em Chicago. Referia-se o CEO da Linden Lab à suposta cobertura desmesurada dos media sobre o "fenómeno" Second Life. Cobertura essa que teria efeitos negativos, e que seria um sinal de preocupação por parte de quem se sente ameaçado, explicou Rosedale.
Depois de ler os artigos na CNET, com o título "Second Life: Promessa e Paradoxo", e a entrevista a Rosedale na Reuters, fiquei com a sensação que o discurso e entrevista de Rosedale colhiam à esquerda e à direita: por um lado reconhecendo os problemas técnicos ainda existentes e a falta de mão de obra a trabalhar em SL, por outro vaticinando um mundo virtual "maior que a Web".
O que mais me preocupou nas palavras de Rosedale não foi o convívio entre a modéstia e a mania da perseguição.
O mais preocupante é que o discurso de abertura do "evento do ano" de um ambiente que vai a caminho dos 9,5 milhões de residentes (ou registos, vá lá...) não podia, ou não devia, transportar esta ambiguidade (bem resumida no artigo da CNET)! O discurso de Rosedale, vagueando entre o idealismo e a praxis, é um discurso amedrontado e meio perdido. É o tipo de discurso que qualquer um dos que não acreditam em Second Life como um ambiente credível gostariam de ouvir, o discurso do Nim, uma táctica inadequada ao momento.
Esperava-se (ou esperava eu, pelo menos) que Rosedale fosse mais pró-activo, positivo e criativo, como se calhar será com um dos seus personagens no metaverse; a mesma criatividade que os residentes de Second Life demonstram ter todos os dias.
Mais uma vez me vieram à memória as apresentações públicas de Steve Jobs, a sua simplicidade, criatividade, humor e eficácia.
Cá para mim, Rosedale não se dá bem com os holofotes na RL!
Um erro de marketing? Ou de quem tem medo a Linden Lab?
Philip Rosedale iniciou hoje, assim, a Second Life Community Conference.
Pressionado pelas controvérsias e argumentos de entusiastas e críticos de Second Life, brilharam-me algumas memórias (quase holográficas) que gostava de partilhar:
> em 1984, o primeiro Apple Macintosh foi lançado na Califórnia, provocando a irritação dos informáticos mainstream da época que viam o novo e estranho objecto como uma máquina para jogos e não um PC. Não entendiam o conceito visionário. Era divertido ver a reacção!
> em 2007, Second Life, nascido na Califórnia, assume-se como um ambiente virtual colaborativo credível, provocando a irritação dos especialistas mainstream de diversas áreas que o consideram como mais um jogo e não um ambiente inovador. Não entendem o conceito visionário. Continua a ser divertido ver a reacção!
> em 1984, a Apple ambicionava ter um Mac em cada lar americano!
> em 2007, a Linden Lab ambiciona ter cada lar americano em Second Life!
> em 1984, a Apple intituía a figura dos evangelists como principal veículo de informação sobre o Mac!
> em 2007, a Linden Lab institui a figura dos mentors como principal veículo de informação sobre Second Life!
> em 1984, a Apple propunha um novo sistema operativo e novos periféricos, valorizando o seu carácter metafórico, transportando para uma superfície os objectos e as acções da real life. Trazia a vida para o écrã!
> em 2007, a Linden Lab propõe um novo ambiente virtual, valorizando o seu carácter metafórico, e transportando para uma superfície a representação tridimensional do "eu", através de avatares. Traz a vida para o écrã!
> em 1984, Bill Gates começa a copiar o sistema operativo do Macintosh, eventualmente por não ter conseguido comprar a Apple!
> em 2007, qualquer um Bill Gates irá copiar Second Life, provavelmente por não conseguir comprar a Linden Lab!
> em 1984, designers, arquitectos, artistas,... adoptaram o Mac OS como a forma de trabalhar com um PC mais intuitiva e potenciadora da criação! Adoram-no!
> em 2007, designers, arquitectos, artistas,... adoptam Second Life como um ambiente intuitivo e potenciador do seu trabalho criativo! Adoram-no!
> em 1984, o Mac começa a tornar-se um objceto de culto, um gadget, uma moda!
> em 2007, Second Life começa a tornar-se um objecto de culto, um gadget, uma moda!
> em 1984, o Mac é adoptado pelo meio académico (sobretudo americano e francês) e demais investigadores, como um PC onde valia a pena investir, estudando novas abordagens e novas soluções!
> em 2007, Second Life é adoptado pelo meio académico (sobretudo americano e inglês) e demais investigadores como um ambiente onde vale a pena investir, estudando novos fenómenos sociais e novas soluções tecnológicas!
> em 1984, ter um Mac era ser um tipo estranho, fútil e iletrado!
> em 2007, "viver" em Second Life é ser um tipo estranho, fútil e iletrado!
> em 1984, Steve Jobs era visto como um enfant térrible teimoso, mal vestido e contestatário (acompanhado por um Wosniak saído de Woodstock)!
> em 2007, Philip Rosedale (ainda) é visto como um enfant térrible teimoso (e cada vez menos contestatário)!
> em 1988, apaixonei-me por um Macintosh!
> em 2006, apaixonei-me por Second Life!
Por
Paulo Frias
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09:32
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Etiquetas: apple, evangelists, macintosh, mentors, paixões, philip rosedale, second life, steve jobs