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2.12.08

O 'teleporte' da Reuters para a RL e as surpresas de Krangel

Depois de dois anos de presença activa em Second Life, a Reuters resolveu fazer um 'teleporte' definitivo para a Real Life!

A agência noticiosa com sede em Londres fechou recentemente os seus serviços em Second Life, alegando um decréscimo do volume de negócios (!) e de interesse (!) por este ambiente virtual.

Em 2006, a Reuters abriu um escritório no metaverse da Linden Lab chefiado por Adam Pasick, aka Adam Reuters. Eric Krangel, aka Eric Reuters, completava a equipa responsável por inúmeras reportagens que nos chegavam desde Second Life.

Krangel, que entretanto se mudou da Reuters para a Silicon Alley Insider onde tem escrito sobre a queda brutal (!) de Second Life, afirma inclusivé que "as coisas mais interessantes para os entusiastas de Second Life, são uma chatice ou até estranhas para a maioria das pessoas: gastar centenas de horas a criar quantidades insignificantes de roupas virtuais vendáveis, experimentar mudar de sexo, participar em conversas aleatórias com estranhos de todo o Mundo, ou ter relações sexuais pseudo-anónimas..."

Os últimos artigos de Krangel, descreve um 'mundo' sem interesse em Second Life, onde os negócios morreram e de onde as grandes empresas fogem cada vez mais.

Bizarras as opiniões de Krangel, quando comparadas com os números disponíveis nas estatísticas da Linden Lab e que registam crescimentos significativos quer nas horas dispendidas online, quer na diversidade e qualidade dos projectos que emergem (e com eles mais empresas e negócios)!

Pode ser que Krangel se engane, e que haja em breve novidades em Second Life, mesmo na área jornalística...

11.5.08

'Welcome, Online Journalism'!

O World Editors Forum, em conjunto com a Reuters, publicou a conclusão do 'Newsrom Barometer', um estudo realizado pela Zogby International.

Deste inquérito a 453 chefes de redacção, editores e outros executivos de todo o Mundo, dos quais metade europeus, "dá uma ideia de uma indústria em transição, mas que se adapta rapidamente ao ambiente dos novos media", afirma a World Editors Forum.

Alguns resultados interessantes do inquérito:

Como é que os chefes de redacção vêm as formas emergentes de jornalismo.

1. O que é que melhor descreve a sua opinião sobre os jornais gratuitos e a sua posição no mercado?
- Um hábito benvindo: 34%
- Uma ameaça: 29%
- Uma presença negligenciável: 28%
- Com dúvidas: 5%
- Não existe diferença entre gratuitos e pagos: 4%

2. O que melhor descreve a sua visão sobre 'online / new media journalism' e qual o seu papel na comunidade?
- Um hábito benvindo: 79%
- Uma presença negligenciável: 7%
- Uma ameaça: 5%
- Não existe diferença entre os dois: 5%
- Com dúvidas: 3%

3. Devido à possibilidade de interagir com os leitores online, foi afirmado: "As notícias não são mais um acto de leitura, mas uma conversação." (Dan Gillmor). Como vê os efeitos deste fenómeno na qualidade do jornalismo?
- Positivos: 74%
- Sem opinião: 13%
- Negativos: 8%
- Com dúvidas: 5%

Há mais resultados interessantes aqui!

A aparente abertura das chefias face ao crescimento do jornalismo online e da utilização dos novos media, faz prever um futuro risonho para quem defende a transição dos conteúdos em papel para suportes digitais.

Obviamente ninguém fala ainda de jornalismo em 'mundos virtuais' nestes painéis...



22.4.08

Rosedale 'descolou' da realidade

A notícia foi ontem publicada pela Reuters com o título 'New Linden CEO could be named within weeks', e transcreve parte de uma conversa com Philip Rosedale, ex-CEO da Linden Lab.

Mas o que tem enchido as áreas de comentários quer na Reuters quer nos blogs que acompanham o metaverse, são os 'sábios' pensamentos de Rosedale sobre os 'residentes' de Second Life:

"A única coisa que os utilizadores de Second Life têm em comum é que têm muito tempo." (tempo livre, presume-se...)

"Os utilizadores nas grandes cidades como Nova Iorque ou Los Angeles passam menos tempo em Second Life, não apenas porque estão ocupados mas porque têm menos necessidade de se refugiar num mundo alternativo e anónimo."

"Mau tempo, regimes opressores, pobres condições económicas - assim se cria um utilizador de Second Life."

À parte algumas contradições entre as frases, as palavras que a Reuters coloca na boca de Rosedale são verdadeiros 'tiros no pé', e demonstram:

- presunção
- falta de cultura geral
- falta de rigor
- insensibilidade social
- pouca correcção
- total incapacidade para saber como está o tempo
- total incapacidade para entender o que é um regime opressor
- total incapacidade para perceber o que é a pobreza

Ou seja, tudo o que um ex-CEO não deveria demonstrar.
Rosedale descolou definitivamente da realidade!