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24.11.08

Dia Nacional da Cultura Científica e Novos Media

O Dia Nacional da Cultura Científica que hoje se comemora, coincidindo com a data de nascimento de Rómulo de Carvalho / António Gedeão, serviu de pretexto para um criativo trabalho de António Granado, jornalista do Público.

De telemóvel em punho, Granado recolheu as palavras de 35 cientistas portugueses que leram, durante meses, os versos do 'Poema para Galileo' de Gedeão.

O resultado, montado NESTE VÍDEO, é um excelente exemplo da apropriação dos Novos Media com valor-conceptual-acrescentado.

Boa forma de comemorar o dia 24 de Nov!

30.7.08

NMC 2008 Survey

O New Media Consortium (NMC), sediado em Austin, Texas, "é um consórcio internacional sem fins lucrativos, composto por cerca de 260 organizações centradas na Educação e dedicado a explorar a utilização dos novos media e das novas tecnologias. As instituições, membros do NMC, estão espalhados por quase todos os estados americanos, Canadá, Europa, Ásia e Austrália. De entre eles, contam-se muitas das mais conhecidas Faculdades e Universidade de todo o Mundo, bem como uma lista crescente de museus, centros de investigação, fundações e empresas.
O NMC assume-se como um catalisador para o desenvolvimento de novas aplicações de tecnologia para apoiar a aprendizagem e a expressão criativa, e apoiar programas e actividades pensadas para estimular a inovação, encorajar a colaboração, e reconhecer a excelência entre as instituições-membros. Através dos seus vários projectos, do seu website e das suas conferências internacionais, o NMC estimula o diálogo e a compreensão com a exploração de ideias promissoras, tecnologias e aplicações."

Tudo isto, e muito mais, se pode consultar no site do NMC.

Entre Janeiro e Abril de 2008, o NMC fez circular um inquérito entre 276 instuições-membros para recolher informação sobre os serviços existentes, as tecnologias usadas, os projectos em curso e os recursos humanos disponíveis.

Desde já a referência aos 93% de organizações (que responderam) e que possuem projectos em Second Life, sendo que a maioria dos projectos sejam classificados como de investigação; cerca de 50% afirmam ter um projecto relacionado com mundos virtuais para um curso específico; 14% possuem um qualquer tipo de presença institucional num mundo virtual.

Abaixo apresentam-se os resultados do Inquérito de 2008 do NMC, com algumas conclusões comparativas com o ano anterior a poderem ser consultadas aqui.


11.7.08

'Second Life está morto?' Outra vez?

Uma vez mais (a pergunta é cíclica) começa a proliferar a grande dúvida pelo ciberespaço: 'Second Life está morto?'

A esta grande dúvida, não é alheio, desta vez, o lançamento de Lively e a campanha agressiva da Google.

Também Robert Bloomfield, no seu excelente blog Metanomics, achou pertinente voltar a lançar a questão, com base no post de Heidi Ballinger, que refere uma notícia de um jornal dinamarquês que Bloomfield fez o favor de traduzir via Google.

O argumento apresentado parece ser o de que 'Second Life não serve para nada...'.
Arrisco acrescentar que 'Second Life não serve para nada... parecido com o que conhecemos!'

A razão de ser desta dúvida existencial permanente (ou cíclica) é muito provavelmente a dificuldade em definir Second Life, levando essa incapacidade a uma irremediável comparação com outros tipos de 'ambientes': redes sociais, videojogos, ambientes de realidade virtual,...!

E, daí, as respostas começam a nascer, óbvias:
- como rede social, SL é ineficaz e complexo
- como videojogo, SL não tem a mínima piada (nem sequer tem objectivos)
- como ambiente de realidade virtual, SL é pobre e 'pesado' tecnicamente
- etc,...

O que é sucessiva e propositadamente (digo eu) esquecido, é que Second Life é, antes de qualquer uma destas coisas mais ou menos conhecidas, um poderoso meio de comunicação e de representação espacial.

Se entendido como meio, os paradigmas que caracterizam todos os outros produtos/ambientes não funcionam!
E nunca irão funcionar, porque os paradigmas comunicacionais e espaciais em Second Life têm que ser (e estão a ser a cada dia que passa) (re)inventados, que é uma coisa que dá um trabalhão...!

Mas vale a pena, digo eu mais uma vez, o esforço da invenção!
Por isso publicamente reafirmo que os projectos e a utilização de Second Life se deve afastar cada vez mais das réplicas da(s) realidade(s) analógica e digital.

Se assim não fôr, a persistente sentença de morte vai continuar a ser publicada ciclicamente, de cada vez que alguém entenda comparar Second Life com alguma coisa que já existe...

E, com esta e com as outras, Second Life vai já na sua terceira ou quarta morte!

11.5.08

'Welcome, Online Journalism'!

O World Editors Forum, em conjunto com a Reuters, publicou a conclusão do 'Newsrom Barometer', um estudo realizado pela Zogby International.

Deste inquérito a 453 chefes de redacção, editores e outros executivos de todo o Mundo, dos quais metade europeus, "dá uma ideia de uma indústria em transição, mas que se adapta rapidamente ao ambiente dos novos media", afirma a World Editors Forum.

Alguns resultados interessantes do inquérito:

Como é que os chefes de redacção vêm as formas emergentes de jornalismo.

1. O que é que melhor descreve a sua opinião sobre os jornais gratuitos e a sua posição no mercado?
- Um hábito benvindo: 34%
- Uma ameaça: 29%
- Uma presença negligenciável: 28%
- Com dúvidas: 5%
- Não existe diferença entre gratuitos e pagos: 4%

2. O que melhor descreve a sua visão sobre 'online / new media journalism' e qual o seu papel na comunidade?
- Um hábito benvindo: 79%
- Uma presença negligenciável: 7%
- Uma ameaça: 5%
- Não existe diferença entre os dois: 5%
- Com dúvidas: 3%

3. Devido à possibilidade de interagir com os leitores online, foi afirmado: "As notícias não são mais um acto de leitura, mas uma conversação." (Dan Gillmor). Como vê os efeitos deste fenómeno na qualidade do jornalismo?
- Positivos: 74%
- Sem opinião: 13%
- Negativos: 8%
- Com dúvidas: 5%

Há mais resultados interessantes aqui!

A aparente abertura das chefias face ao crescimento do jornalismo online e da utilização dos novos media, faz prever um futuro risonho para quem defende a transição dos conteúdos em papel para suportes digitais.

Obviamente ninguém fala ainda de jornalismo em 'mundos virtuais' nestes painéis...