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5.1.10

Nomes 'reais' para os 'avatares' de Second Life® em 2010?

O calendário civil assim o determina: acaba um ano, outro começa, e chovem balanços do primeiro e prognósticos para o segundo.

Nas previsões, tão apelativas quanto especulativas, aparece de tudo.
Sobre Second Life® em 2010 pode ler algumas das previsões aqui, aqui, aqui ou até aqui!

Uma das previsões de Mark Kingdon, CEO da Linden Lab, é a 'possibilidade de escolha de nomes reais ou ficcionais em Second Life®'!

Para alguns, como Wagner James para quem o assunto também mereceu destaque, a possibilidade de baptizar o avatar de cada um com o seu próprio nome parece constituir uma vantagem importante no processo de integração, ou de interligação, com outras redes sociais como Facebook.

No entanto, a história tem demonstrado, claramente, que a maioria dos residentes em Second Life® não pretende ver associada integralmente a sua identidade virtual à real. Se, por um lado, a escolha de um nome no metaverse aponta para uma relação, ainda que muito subtil, com o verdadeiro nome do utilizador, por outro lado (como o confirma a baixa taxa de utilização da voz desde 2007) o típico residente de Second Life® explora inworld novas identidades ficcionais que, ancoradas no seu 'eu real', o ajudam a 'escrever uma história' nova e mais enriquecedora para a compreensão do seu próprio eu.

As motivações na utilização de redes como Facebook ou LinkedIn apelam a uma participação diferente, ou seja, à presença online do indivíduo 'real'. Em mundos virtuais como Second Life®, da produção de conteúdos faz parte a tarefa primeira de idealizar uma identidade que não tem, necessariamente, que estabelecer correspondências com a realidade.

Mesmo que em prejuízo do crescimento de Second Life®, parece-me muito provável que entre as duas possibilidades de baptismo do avatar a escolha vá recair sobre os nomes maioritariamente ficcionais, numa perspectiva mais imersionista do metaverse!

Se tal alteração de regras se verificar, como prevê Kingdon, em Dezembro de 2010 cá estaremos para mais um balanço... e novas previsões!

14.9.09

Previsões para Mundos Virtuais

A KZero, empresa britânica que se dedica ao estudo e recolha de informação sobre Mundos Virtuais, publicou recentemente um balanço e uma previsão da evolução dos Mundos Virtuais nos próximos anos.

Muito optimista quanto ao futuro, a empresa começa por lembrar o ano de 2006, marcado pelo início da investida das marcas sobretudo para Second Life, dando conta da existência de metaverse que podia entrar nos números das grandes empresas.

O ano de 2007 foi, sem dúvida, o ano de Second Life, com cerca de 100 marcas a ali instalarem as suas 'ilhas'. Os Mundos Virtuais passaram estar no mapa das equipas de Marketing, graças à mediatização do fenómeno que os tornou absolutamente mainstream. No mesmo ano, a Disney comprou Club Penguin, prevendo a entrada dos Mundos Virtuais no mercado KT&T (kids, tweens and teens).

O ano de 2008 foi sobretudo marcado pelo crescimento de produtos em segmentos ainda não explorados. Os Mirror Worlds (mundos virtuais que reproduzem fielmente a realidade, principalmente na reconstituição de objectos/espaços históricos) assumem-se como tipologia autónoma, e muitos mais mundos KT&T são lançados e o seu nicho de mercado dispara definitivamente. É o ano da maturidade de Second Life, que regista um abrandamento no seu crescimento.

O ano da crise, 2009, assinala no sector dos mundos virtuais uma quebra acentuada no número de registos. Surpreendentemente, os fluxos de capital continuam a ser relevantes nos diversos Mundos Virtuais, confirmando que os utilizadores (crise à parte) continuam a gastar dinheiro in-world.


Para a KZero, num futuro próximo novos conceitos serão trabalhados pelas marcas nos mundos virtuais, sendo de prever que se venha a registar um aumento significativo na faixa etária KT&T. Mas a KZero está também muito optimista em relação aos mundos 'mais antigos' dirigidos aos adultos, com actividades como a educação e o lazer (jogo) a prometerem desenvolvimentos.

No final de 2009, a KZero prevê a existência de cerca de 150 Mundos Virtuais, e de cerca de 300 no final de 2010! Um crescimento acentuado marcado, segundo a empresa, pelas empresas de media associando os mundos virtuais a programas de TV, a filmes e a outros sucessos de audiência na 'vida real'. No sector KT&T, a KZero adivinha a entrada fulgurante dos mundos relacionados com os Parques Temáticos.

Associadas estas tendências ao previsível crescimento de projectos na área da educação e da investigação, a KZero acaba por prever a existência de cerca de 900 Mundos Virtuais no final de 2012!

Acrescentamos nós: com a evolução dos suportes, da portabilidade e da ubiquidade destes 'mundos', faltará saber o que significará, em 2012, a expressão 'Mundo Virtual'...

30.3.08

Profecias...

Adolfo Estalella, do ElPaís.com, publicou um interessante artigo, 'Profecías del Futuro', que me apraz aqui reproduzir parcialmente numa tradução livre. Estalella aborda algumas das previsões da nossa vida nos próximos 50 anos (Second Life anda por lá...), com bases científicas concretas, e, como tal, ultrapassando a mera especulação:

"Dar uma olhadela ao futuro significa ver como se diluem as categorias nas quais compartimentamos a realidade tecnológica. O desenvolvimento da potência da computação, leva -nos inevitavelmente à produção de formas de inteligência artificial, que através da engenharia genética, nos aproxima dos primeiros genomas artificiais, os quais não seriam possíveis sem os desenvolvimentos da biocomputação, cujas bases de dados alojadas na Internet estão acessíveis de forma maciça graças ao crescimento da banda larga. As profecias tecnológicas, quando fracassam, costumam acontecer não porque se cometa um erro sobre quando estará disponível uma nova tecnologia, mas sim porque não se acerta na sua forma de uso. Aqui apontamos alguns dos augúrios mais credíveis que especialistas de todo tipo fizeram sobre este futuro. Haverá que esperar a ver quem acerta, mas todos os vaticínios têm uma base sólida.

2012, os carros comunicam entre si e elegem as rotas
A IBM realiza periodicamente previsões para os próximos cinco anos. Na sua última edição, fixava-se no desenvolvimento da automação e dizia que em 2012 se produzirá uma “onda de conectividade” entre os veículos e as autoestradas, o que permitirá um trânsito fluído permanentemente (e reduzirá, consequentemente, a contaminação). Os carros comunicarão entre si e elegerão rotas alternativas em caso de necessidade.
(...)

2015, telemóveis 4G totalmente diferentes
Segundo a consultora Gartner, dentro de apenas quatro anos (em 2012) 50% dos trabalhadores móveis deixarão em casa os seus portáteis, que terão sido substituídos por outros dispositivos sem fios com idênticas ou melhores prestações.
Para o ano de 2015, Tomi Ahonen, um consultor dedicado ao sector dos telemóveis, aventura-se a prever a quarta geração móvel (4G), na qual os terminais terão um zoom óptico, pelo menos, 50 vezes superiores, sistemas de reconhecimento de voz capazes de traduzir de um idioma a qualquer outro, e tanta capacidade de armazenamento que poderemos guardar de forma continuada o que sucede à nossa volta de maneira que possamos regressar imediatamente ao momento anterior: “que som foi este?”, bastará ir ao telemóvel e escolher replay.
Certamente, o terminal não terá botões e não o colocaremos na orelha. Os interfaces serão algo completamente diferente.

2020, ‘software’ com inteligência artificial... quase humana
Ano de 2020. Nem tudo é hardware.
O software é outra história talvez siga outro ritmo. Se bem que os desenvolvimentos actuais do software estejam centrado em programas orientados para a solução de problemas muito concretos, durante as próximas cinco décadas desenvolver-se-á um software destinado à “exploração sistemática do universo computacional de todos os possíveis programas”, segundo o físico teórico Stephen Wolfram, criador do programa Mathematica.
E antes de chegar a esse ponto, a meio caminho, em 2020, usaremos ferramentas de inteligência artificial que incluirão todos os processos implicados na inteligência humana, segundo Ray Kurzweil, ao ponto de algumas máquinas serem capazes de superar o chamado teste de Turing.
(...)

2020: os PC simularão o cérebro
Se há em computação uma lei talismã, essa é a que o co-fundador da Internet, Gordon Moore, enunciou em 1965 e segundo a qual a capacidade dos processadores se duplica cada 12 meses. (...)
A coisa é agora muito diferente e, deixando voar a imaginação, o inventor e futurólogo Ray Kurzweil espera que para o ano de 2020 a potência de computação tenha chegado ao ponto de ser capaz de simular o cérebro humano (que realiza 10.000 milhões de cálculos por segundo). O melhor de tudo, segundo Kurzweil, é que custará menos de 1.000 euros. Fazendo um paralelismo, se os carros tivessem seguido o mesmo ritmo, agora teriam as dimensões de uma torradeira, custariam 200 euros e alcançariam uma velocidade de 50.000 quilómetros por hora.
(...)

2020, nanomáquinas
O sistema de produção de processadores alcançará nos próximos anos limites que só através do desenvolvimento da nanoengenharia poderão ser resolvidos. A nanotecnologia era uma das cinco áreas identificadas num inquérito entre 700 membros do IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers). Dentro de pouco mais de uma década, em 2020, “podemos ser capazes de desenvolver nanomáquinas que entrem no nosso corpo e encontrem e destruam células cancerosas individuais sem danificar as células sãs”, segundo a previsão de um chefe de investigação da multinacional Battelle Kevin Priddy. Mais: as nanomáquinas poderão ser usadas para distribuir em partes do corpo muito localizadas determinados fármacos, para limpar artérias ou para reparar danos.

2030, lo virtual y lo real se confunden
Se o natural e o artificial se fundem, o mesmo ocorre com o virtual e o real. As experiências nos mundos virtuais através de simulações resultarão tão reais dentro de alguns anos que parecerão a mesma realidade.
Daqui a uma década, os gráficos dos computadores terão tal grau de realismo que já não seremos capazes de distinguir se são reais ou simulações; pelo menos esta é a opinião dos membros entrevistados pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers. O desenvolvimento de metaversos (metauniversos) como Second Life e outros jogos em massa por Internet encaixa nestas previsões.
O pioneiro da computação Alan Kay crê que esse desenvolvimento da simulação nos vai levar a desenvolver novas formas de alfabetização baseadas na simulação, de maneira que permitam experimentar verdadeiramente o que se aprende, por exemplo: como seria a tua vida se fosses um vegetariano?, e se corresses 16 quilómetros por dia?
O co-fundador da Sun Microsistems, Bill Joy, crê que até 2030 se terá desenvolvido uma tecnologia que lembre o filme Matrix, na qual um interface tridimensional entre humanos e máquinas põe em questão o que chamamos realidade convencional.
Por aí vão outras das 10 previsões básicas de Battelle, uma empresa que faz desde 1995 estas prospectivas. Maravilhar-nos-emos com a realidade aumentada da simulação, dizem, e graças a sensores e à tecnologia genética, seremos capazes de implantar dispositivos que nos permitam ouvir melhor ou ver mais longe.

2050, os robots casar-se-ão
Um dos temas recorrentes na ficção científica, é o dos robots. Bill Gates perguntava num artigo publicado no Scientific American: "Quando farão parte os robots da nossa vida quotidiana?", para seguidamente responder com alguns dados. Assim, segundo a International Federation of Robotics, o número de dois milhões de robots que havia em 2004 passará a sete milhões neste ano. E para indicar a mudança, a referência da Coreia do Sul. O Governo pretende introduzir um robot em cada casa em 2013. Muito mais extrema é a previsão de David Levy, um cientista do campo da inteligência artificial, que no ano passado publicou o livro Amor y sexo con las máquinas, no qual fazia propostas tão radicais como as que previam que em 2050 os robots poderão casar-se, ainda que antes de isso, dentro de 20 ou 30 anos, mantenham conversações sofisticadas.
(...)"