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12.12.08

Prémio de Excelência para o Público.pt

O I Congresso Internacional de Ciberjornalismo, premiou (por votação de um júri especializado) a versão online do Público com o Prémio de Excelência Geral em Ciberjornalismo.



Eis os restantes prémios atribuídos por decisão do júri e da votação online:

Categoria Breaking News
Assalto ao BES (publico.pt)

Categoria Reportagem Multimédia
A morte lenta do gelo eterno (JN)

Categoria Videojornalismo
Caminho onde o morto matou o vivo (PortugalDiário)

Categoria Infografia Digital
Assalto ao BES (Sol)

Categoria Ciberjornalismo Académico
Prostituição no Porto (JPN)

I Congresso Internacional de Ciberjornalismo


Terminou hoje o I Congresso Internacional de Ciberjornalismo, organizado e realizado na Universidade do Porto - Ciências da Comunicação.

Com um aliciante painel de oradores (Mark Deuze, Rosenthal Alves, Rámon Salaverría, Mário Táscon, entre outros), o Congresso foi um sucesso enquanto espaço de discussão das novas tendências do jornalismo online, com diferentes abordagens por parte dos oradores a convergirem na... convergência dos media!

Os mundos virtuais e Second Life também estiveram presentes, com uma breve comunicação desde SL de Wagner James aka Hamlet Au sobre Jornalismo em Mundos Virtuais.

Para ter uma ideia mais detalhada do que por cá se passou, visitem a excelente cobertura neste blog da autoria de Joana Caldeira Martinho, Alice Barcellos e Patrícia Lima. Ou então, vejam estes feeds de Twitter que Joana Caldeira Martinho pacientemente editou ao longo dos dois dias.

28.3.08

Auto-canibalização 'ma non troppo'?

No mês passado, Rosenthal Alves, professor e especialista em ciberjornalismo na Universidade do Texas em Austin, esteve na Universidade Nova de Lisboa onde falou dos media e dos desafios dos novos formatos.
Rosenthal defende a auto-canibalização dos media, por considerar que é preferível que, havendo canibalização, esta seja feita duma forma endógena e não exógena.
Considerando que informar é a verdadeira a função do jornalismo, e não a de colocar tinta em papel, Rosenthal Alves acrescenta que o grande desafio é a convivência dos formatos nos media: fotos, vídeos, audio, texto, infografia..., rumo a uma participação democrática do cidadão anónimo na produção de conteúdos.





Assumida a dita 'canibalização' dos media (também referida por Rosenthal como 'mediacídio' durante o 5º Congresso da SOPCOM em Braga em Setembro de 2007), o que parece ainda não ser muito muito claro para o professor da UT é a penetração dos media nas redes sociais e nos mundos virtuais online.
Dos formatos recorrentemente referidos por Rosenthal, fazem parte os que já vemos implementados na maioria dos jornais de referência em todo o Mundo: foi lenta, mas a transição (ou revolução) do papel para o digital parece ter sido pacífica, configurando os media como espaços muito mais ricos de conteúdos e participados, com recurso a uma linguagem hipermédia consolidada na web há muito tempo no mundo empresarial.
Parece, no entanto, faltar a abertura (o arrojo?) para a banalização de outros processos comunicativos emergentes na 'nova web': os das redes sociais e os dos mundos virtuais.
Aí residem outros paradigmas comunicacionais conducentes ao verdadeiro reforço da 'participação democrática'.
Parece que os 'temores' dos jornalistas persistem face ao modelo da 'web social'...
Auto-canibalização 'ma non troppo'?