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5.5.08

'Digital Natives and SL'


Uma vez mais veio à conversa no grupo SLED (Second Life Educators) as vantagens ou desvantagens para os estudantes nascidos entre 1980-2000 ('digital natives') que usam Second Life, quando comparados com os adultos e professores.

A esse propósito, relembrei o post sobre a Geração M, onde referi:

'Os super comunicadores nascidos digitais, conforme constatado pelos estudos nos EUA e em Portugal, confirmam a ideia de um indivíduo contemporâneo com uma capacidade quase compulsiva para a produção de conteúdos, para a partilha de informação, para a comunicação e... para a afirmação de um novo 'eu' múltiplo ou multiforme...'

Da discussão na SLED surgiram ideias muito interessantes, que parecem confirmar a pouca tendência de Second Life para ser usada pelos 'nascidos digitais'. A esse propósito afirmava um dos participantes:

' Os adolescentes que convivem com os videojogos aborrecem-se com SL porque "não há nada para fazer". Eles esperam encontrar um jogo com objectivos, e com obstáculos a ultrapassar. Para eles, a ideia de comprar, dançar, sentar-se a falar com amigos afigura-se muito parecida com a RL. Nós, os mais velhos, sentimo-nos mais confortáveis com a ideia da liberdade de expressão e com a auto-motivação. É um paradoxo interessante... os mais novos adoptam mais facilmente a tecnologia de várias formas, mas os mais velhos passam mais tempo em SL.
(...) A idade média dos utilizadores em SL ronda os 34 anos...'

A tal 'Geração M' dificilmente se revê num ambiente colaborativo do tipo de SL, porque:
- dá trabalho
- não apresenta desafios interessantes à chegada
- não é suficientemente 'orientado' nem tem objectivos
- é chato
- não é 'moda' entre o respectivo grupo etário
- não constrói um imaginário de coisas mágicas e impossíveis
- parece-se demasiado com a realidade
- a liberdade de expressão e construção não lhes diz nada
- estão lá os profs, os cotas...
- ...

Daí as minhas maiores dúvidas em relação à 'Teen Grid' e aos projectos com os mais jovens, que, apesar de produzirem imensos conteúdos em SL, o fazem sempre em contexto curricular e por obrigação...

A tal 'Geração M' absorve as novas tecnologias rápida e naturalmente, não só porque 'nasceram digitais', mas sobretudo porque essa ligação representa facilidade, moda, e... muito 'prêt-à-porter'.
Para os 'Digital Natives', 'Second Life sucks...'

24.3.08

A Geração M não 'vive' em Second Life

foto: stockphoto

A notícia ontem divulgada sobre o estudo de Rita Hespanha e Gustavo Cardoso sobre a chamada e-generation, fez-me rever o trabalho 'Teens and Social Media' da Pew Internet and American Lfe Project, que li há cerca de um mês, e que dá conta dos hábitos dos jovens e adolescentes contemporâneos nos EUA. Os resultados desse estudo podem ser consultados em detalhe aqui.

Com alguma perspicácia, o blog Confused of Calcutta (referenciado por Enrique Dans) chama a essa e-generation a Geração M!
M
de móvel, multimédia, multitarefa, multicanal,... e de 'me'!
Os super comunicadores nascidos digitais, conforme constatado pelos estudos nos EUA e em Portugal, confirmam a ideia de um indivíduo contemporâneo com uma capacidade quase compulsiva para a produção de conteúdos, para a partilha de informação, para a comunicação e... para a afirmação de um novo 'eu' múltiplo ou multiforme.

Centrados em si mesmos, os adolescentes contemporâneos revelam uma imensa facilidade em contextualizar a comunicação, alternando entre dispositivos tecnológicos feitos à sua imagem e semelhança. Essa espantosa flexibilidade não parece ser mais colocado ao serviço de causas, ideologias ou afins, antes alimenta a necessidade de auto-promoção a plenos pulmões.

Curiosamente, as estatísticas disponíveis nos últimos anos sobre a utilização de Second Life, colocam a faixa etária predominante entre os 25 e os 35 anos!
O ambiente virtual da LL não se parece ser o território mais favorável à Geração M: a 'sobrevivência' em SL implica a definição de objectivos sucessivos, normalmente associados a projectos específicos. A produção de conteúdos da 'Geração M' não parece ajustar-se a coisas 'tão sérias'... O que os jovens de hoje produzem em massa não tem, muitas vezes, nenhum objectivo específico para além da necessidade de se expressar publicamente, independentemente da mensagem... E, para isso, é melhor 'viver' no Hi5, no Facebook, no Youtube,...