Cuidar do avatar pode ajudar a superar experiências traumáticas na RL?
Depois de ler o estudo da Universidade de Stanford de Nick Yee, já aqui referido, sobre o 'Proteus Effect' em Second Life, e depois de ler o post de Wagner James 'How a sexy avatar inspired a real life survivor', fiquei a conhecer a história de CeNedra Rivera que, no seu blog, explica tudo:
Depois de ter passado por uma experiência traumática de abuso sobre si e o seu filho na 'vida real', passou a utilizar Second Life como hobby, o que lhe tem permitido 'viver' uma vida independente e na qual investe muito do seu tempo a tratar do aspecto físico do seu avatar.
Esse facto, segundo CeNedra, tem feito com que a sua auto-estima 'real' tenha aumentado, e os seus receios, resultado de uma vida atribulada, tenham diminuído.
"Ao longo deste ano em que tenho 'vivido' em Second Life, tenho tido muitos mais encontros na RL. Pode parecer pouco importante, mas para mim é muito significativo. Dou por mim a combinar saídas com os meus colegas ou amigos. Mesmo quando vou às compras, reparo que passo a dar mais atenção a coisas que, habitualmente, não daria."
O artigo de Nick Yee já indiciava o que CeNedra aqui confirma: as pessoas que mais 'investem' no aspecto dos seus avatares em Second Life, têm tendência a melhorar a sua auto-estima e a sua auto-confiança na 'vida real'.
No caso de CeNedra, o efeito é também terapêutico, numa fase de recuperação de um trauma que, habitualmente, conduz ao isolamento e à perda de confiança. Talvez por isso, CeNedra faça questão, no seu blog, de alertar todas as mulheres para os sinais mais evidentes de abusos 'reais', para que não haja muitos casos como o seu...

