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27.11.08

Como é viver em Guantanamo?

Já que em 2008 se assinalaram seis anos sobre a chegada dos primeiros prisioneiros a Guantanamo Bay, em Cuba, Draxton Despres resolveu visitar as instalações virtuais da prisão americana em Second Life, e tentar explicar, com base nos inúmeros relatos de ex-reclusos, como se vive em Guantanamo.

Em memória dos vários 'supostos inimigos' dos americanos detidos em Cuba sem culpa formada, existe uma ilha em SL que propõe a imersão nas cenas quotidianas de Guantanamo, e que poderá vir a ser um espaço de recriação histórica, caso Obama mantenha as suas posições sobre este presídio.

Aqui fica o clip machinima de Draxton Despres feito em Second Life:



dica: slportugal.com

25.2.08

Imersão ou Realidade Aumentada?

A questão, assim colocada por Wagner James no seu blog, abre uma interessante reflexão sobre a auto-representação em Second Life.
A visão da 'imersão' traduz uma representação desligada da RL e 'mergulhada' num mundo virtual ficcionado.
A visão da 'realidade aumentada' configura um personagem virtual com uma correspondência 'real' e com informação 'sobreposta' ao avatar.
Cada um dos residentes pode rever-se numa destas visões, ou até em ambas, com avatares distintos.
Será a construção do 'layer' da RL sobre o avatar uma fatalidade?
Conseguiremos levar às últimas consequências a postura 'imersionista' num mundo de ficção eterna?
Será que a associação da informação real ao avatar destrói a 'magia' da experiência virtual?
Ou queremos que assim seja?

3.1.08

NASA prepara-se para Marte em SL

foto: Wired por cortesia da NASA

A Wired noticiou o envolvimento progressivo da NASA nos mundos virtuais como fazendo parte de uma estratégia de preparação das suas missões futuras, nomeadamente a Marte.

"Quando a NASA mandar as suas equipas de astronautas para missões de 800 dias em Marte, um dos grandes testes de sobrevivência para os exploradores será a inevitável alienação que experimentarão por estarem tão longe da Terra e no meio do gélido Planeta Vermelho.(...)
A Terra, a 400 milhões de quilómetros de distância, será apenas um pequeno diamante azul que brilhará no céu. Os autronautas nunca se terão então sentido tão sózinhos. (...)
Mas a NASA pensa ter uma resposta para este desafio psicológico de isolamento interplanetário. Enquanto os engenheiros espaciais preparam todo o material para as missões a Marte, outro contingente da NASA vai testando tecnologias de redes e de realidade virtual que pensam que ligarão a primeira vaga de pioneiros a Marte às suas famílias, amigos e companheiros na Terra, num mundo virtual 3D do tipo Second Life ou World of Warcraft.
"Queremos ajudar a 'ligar à Terra' os nossos exploradores, permitindo que se sentem em volta da mesa com a família, que ajudem os filhos nos trabalhos de casa..." afirmou Jeanne Holm, do NASA's Jet Propulsion Laboratory.
A inicitiva é a mais recente investida da agência espacial americana nos mundos virtuais. Em Maio, a NASA 'inaugurou' a sua própria ilha em Second Life para permitir a colaboração em projectos tecnológicos online, e prepara-se para criar modelos 3D simulando os desertos vermelhos de Marte, de forma a que os astronautas os possam vivenciar antes de viajarem.
"Os mundos virtuais desempenharão um papel chave nas futuras viagens à Lua e na exploração de Marte," afirmou Jessy Cowan-Sharp, um dos co-autores da 'ilha' da NASA, CoLab, em Second Life.
Daniel Laughlin, gestor de projectos no NASA's Goddard Space Flight Center, está optimista. Neste momento estuda os 'ambientes sintéticos imersivos' para serem utilizados em projectos espaciais. (...)
Enquanto as mensagens por e-mail parecem ser uma solução de ligação óbvia, e a mais fácil tecnologicamente, não parece ser suficientemente boa, segundo Laughlin. Forçar os astronautas de Marte a comunicar com as suas famílias através de e-mails pode até ser um factor acrescido que aumente a sensação de isolamento. Em oposição, a imediatez e a intimidade que os mundos sintéticos permitem, farão com que os astronautas se sintam verdadeiramente em casa.
"Se nos encontrarmos em Second Life ou em World of Warcraft para dialogar, teremos ambos a sensação de estarmos no mesmo espaço físico", salienta Laughlin muses. "A experiência transporta-nos para as nossas memórias como se estivéssemos no mesmo local."

As simulações agora prometidas pela NASA, em particular na preparação das missões a Marte, parecem vir a confirmar a capacidade dos mundos virtuais na criação de espaços imersivos tangíveis, que, psicologicamente, nos aproximam 'fisicamente' uns dos outros.
A sensação de presença (ou a fluidez na percepção da mediação tecnológica) será garantida, nestes ambientes sintéticos, e estimulada pela possibilidade de utilização de múltiplos e enriquecidos sistemas de comunicação em tempo real.

5.8.07

Querida, encolhi os miúdos!


Greenies Home é um projecto lançado no passado dia 2 Ago pela Rezzable Productions Ltd em Second Life.
É baseado no trabalho talentoso de Lightwaves, e tenta maximizar a experiência de imersão em Second Life, de uma forma divertida e mágica.

Imaginem-se a entrar numa sala a uma escala assustadoramente grande (toda a "ilha" é ocupada apenas por este compartimento)! Os visitantes são pequeninos como formigas voadoras, e podem mover-se e interagir com os objectos que tipicamente ocupam uma cozinha, uma zona de trabalho, um espaço de brincar,... Só que tudo é gigante!!! Impensável para quem não gosta de voar, já que só dessa forma se pode aceder ao tampo de uma mesa ou às orelhas de um gato!

É uma proposta lúdica e muito criativa altamente aconselhável, porque nos obriga a pensar na forma como nos relacionamos com os objectos e com o espaço, contrariando a criação de espaços à "escala real" habituais em Second Life.

Algumas vez tiveram medo de ficar fechados dentro de um portátil ou de se afogarem dentro de uma tijela de leite? Eu tive, na Greenies Home :-)