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5.5.09

Múltiplos 'Eus'

A propósito da capacidade contemporânea de gerir online múltiplos 'eus', de viajar entre eles sem pôr em causa uma meta-identidade latente e construída ao longo da vida, vale a pena ver esta grande performance da actriz Sarah Jones encarnando sucessivos personagens em palco:


5.12.08

A gravidez de Mygdala

Mygdala March é apenas uma atraente 'residente' de Second Life, mas com uma história curiosa.
É uma história de grávidas, que passa da 'vida real' para a 'virtual'!
Mygdala conta como foi:

foto: mygdala.com

"Bem, os rumores confirmam-se. Eu, Mygdala March, vou ser mãe de alguém.
Não se riam! É mesmo verdade. e estou a falar da VIDA REAL, não apenas do papel assumido por um avatar pateta com 'prims' especiais. Não tenho nada contra os avatares patetas, a sério. Seria até fantástico se eu pudesse transferir a minha terrível dor nas costas para o digital, mas infelizmente o desconforto da minha condição é do mundo físico. (...) (Em Fevereiro) vou ser mãe de gémeos (...) e achei que devia escrever algo sobre a minha nova 'forma' - a Myg grávida - porque, no passado, manifestei-me claramente CONTRA a construção de avatares com um aspecto semelhante ao dos seus 'proprietários reais'. Na época, resumi assim a minha opinião: 'Tu és tu todos os dias. Não queres aproveitar a oportunidade de ser alguém, digamos... diferente? De alguma forma?' Bem, imaginem então o que me aconteceu! 'Entrei' em Second Life e 'vi-me' com uma forma totalmente diferente da 'real' e actual, e não me senti eu mesma. Foi como se perdesse a ligação com o meu avatar, se é que isso faz algum sentido. Desde que estou grávida passo muito menos tempo em Second Life (...) e quando 'entro' é para ver gente que quero (re)ver. De repente tornou-se importante para mim partilhar no 'mundo virtual' com essas pessoas o que se passa na minha 'vida real'. E tornou-se surpreendentemente necessário para mim ver alguma representação da realidade no monitor à minha frente. E pronto, esta é a minha história. (...) Second Life pode e deve ser uma série de coisas para muita gente, e o que esse mundo significa pode alterar-se para a mesma pessoa ao longo do tempo, tal como se passou comigo. Talvez eu me lembre disto no futuro, e mantenha a minha boca fechada antes de cair em generalizações sobre Second Life. Mas duvido! 'After all, I'm still Myg. I'm just, you know, pregnant!"

A divertida história de Mygdala é uma boa justificação para, como ela refere, pensar duas vezes antes de abrir a boca e não resistir à tentação das generalizações sobre SL... Ou talvez não!

dica: new world notes

27.9.08

Recém-nascidos às compras sem gastar um tostão!

Não é muito comum um recém-nascido vir ao mundo com uma vontade inabalável de ir às compras! Talvez porque todos vimos ao mundo nos mesmos preparos, e (no privilegiado 'mundo civilizado') todos temos quem trate de preparar uns 'trapitos' que nos protejam da intempérie e que nos ajudam a formar uma 'identidade' que nem sempre encomendámos.

Num mundo virtual, como em Second Life, os recém-nascidos (mais conhecidos por newbies) são uns privilegiados... ou talvez não!
Mesmo antes de nascerem, podem escolher a sua fisionomia básica e as roupitas que lhes permitem ocultar a nudez que, diga-se, deixa muito a desejar em termos estéticos...

Mas para todos os que acabam de 'nascer' virtualmente sob a forma de avatar com uma identidade pensada ainda em período de gestação intra-uterina (estou a pensar em todos os meus alunos do presente ano lectivo), cá vai uma ajuda: para além das inúmeras roupas e acessórios diversos que podem encontrar por mero acaso no metaverse da Linden Lab, podem aceder ao blog Fabulously Free in SL, onde podem encontrar dezenas e dezenas de links para os mais diversos locais em Second Life onde existem coisas gratuitas.

Basta decidir o que querem ser (a parte mais difícil), e na vossa condição de recém-nascidos passam a dispôr de 'teleportes' directos para a sociedade de consumo virtual, onde a oferta é quase ilimitada.

Divirtam-se, e vemo-nos por aí... todos diferentes!

20.5.08

Identidades navegando entre Second Life e a Web 2.0

Graças ao post de Wagner James Au, fiquei a conhecer a excelente ilustração da Bot Girl Questi acerca da construção de identidades online.

Wagner James, aliás, faz a esse propósito um interessante raciocínio com base em dados concretos da utilização da 'Web 2.0' relacionada com Second Life, onde diz que existem:
- centenas de blogs sobre Second Life
- cerca de 1.000 grupos de Flickr dedicados a SL
- uma comunidade activa em Twitter relacionada com SL
- 21.000 videos no YouTube a partir da pesquisa 'Second Life'
...

Para Wagner James Au, "existe um nível tremendo de actividade em Second Life que tem lugar nos sistemas existentes na Web 2.0 que não foi pensada com o metaverse em mente. Nesta mescla de várias identidades na Internet, revelamos diferentes aspectos de nós próprios em diferentes meio, dependendo dos círculos sociais onde nos encontramos. É um fenómeno que estamos ainda a começar a compreender...".

Acompanhando este raciocínio (e usando e abusando da ilustração da Bot Girl), parece-me que a validação das identidades criadas em mundos virtuais como Second Life, se tem garantido, nos tempos recentes, com a ligação às tais ferramentas da Web 2.0.

Relembrando as ideias de Carrie Heeter acerca das noções de presença e de tele-presença (e utilizando-as no contexto actual), tudo indica que um avatar que se preze só sobrevive se for reconhecido por outros ambientes e agentes.

Num mundo virtual como Second Life não se constrói uma 'rede' apenas 'inworld'.
A afirmação das identidades virtuais necessita de se ancorar ao 'passado', ou seja, à Web 2.0...

12.12.07

Uma questão de Personalidade

Sarah 'Intellagirl' Robbins é uma polémica residente de Second Life, investigadora e professora na Ball State University (podem saber mais sobre ela aqui, aqui ou até aqui), e Director of Emerging Technologies na Media Sauce.

Além disso, Sarah é uma das dinamizadoras da mailing list de educadores em Second Life.
Por essa via, tive acesso à transcrição de um seu recente diálogo com um interlocutor não identificado, e que me pareceu pertinente reproduzir aqui.

O assunto: Como se expressa a personalidade de um avatar em Second Life? E num MMORPG (jogo online multi-utilizador, como World of Warcraft, por exemplo)?

A conversa parece ter sido acalorada, e, esgrimidos os argumentos, fica mais um tema para reflexão para quem se interessa por estas questões da auto-representação em 'mundos virtuais'...

"Sarah: Second Life tem melhores mecanismos para expressar personalidade e identidade que WOW, LOTRO, Hellgate ou outros MMORPGs...

Interlocutor: Não. Os sistemas como os MMORPGs que oferecem identidades físicas finitas, permitem criar avatares com mais significado, porque as armaduras, as classes de personagens, etc, exprimem mensagens mais profundamente entendidas. Quando dispões de escolhas infinitas, a tua escolha não tem significado.

Sarah: Mas o teu nível da tua armadura permite perceber que cumpriste uma missão, mas não me diz nada sobre o gozo que tiveste, nem se és credível ou criativo.

Interlocutor: O cabelo rosa do teu avatar também não é uma garantia de que podes criar conteúdos. Apenas me diz que podes gastar dinheiro. É como usar sinais exteriores de riqueza na RL para exibir a tua 'personalidade'.

Sarah: E se tiver sido eu a criar o cabelo do meu avatar?

Interlocutor: Eu não sei se foste tu que o criaste ou não quando olho para ti, por isso não importa...

Sarah: Tal como eu não sei se não terás comprado a armadura que dizes que ganhaste...

Interlocutor: Mas é muito mais provável que a tenha ganho...

Sarah: Então as escolhas mais limitadas na expressão do teu avatar garantem mais significado a essas expressões? Isso não faz sentido. É o mesmo que dizer que haiku tem mais significado que uma novela apenas porque o escritor está limitado pela forma...

Interlocutor: A pessoas que criaram Miis que se assemelha a Abraham Lincoln demonstram entender melhor o sistema do que aquelas que se parecem a Abraham Lincoln em SL.

Sarah: Então a explicação de quem és num espaço sintético mostra-se pelo teu domínio das ferramentas de expressão nesse espaço?

Interlocutor: Sim. A tua personalidade expressa-se através das tuas escolhas e toda a gente no sistema entende as opções disponíveis. Em SL as opções são infinitas, e perdem significado. (em SL) um 'bom' avatar pode ser a expressão de uma personalidade, mas para isso necesito de ser uma pessoa que sabe como comprar ou pagar a alguém para criar o meu avatar.
(...)
Qual a tua opinião? Penso ser fácil assumir que SL permite aos residentes expressarem-se melhor através de avatares mais flexíveis, mas também entendo alguns dos argumentos do meu interlocutor. Num MMORPG parece que 'vejo' melhor outro avatar porque posso descodificar o significado das suas roupas, por exemplo. Em Second Life é apenas mais um vestido, um fato, uma roupa de marciano, etc."

E vocês? Consideram o 'aspecto' do vosso avatar um factor de credibilidade e de expressão de personalidade em Second Life? Ou acham que, tal como num MMORPG, a possibilidade de uma escolha limitada de avatares (que resulta dos vossos resultados no 'jogo') contribui para uma mais rápida e eficaz percepção da credibilidade e personalidade de um avatar?

21.8.07

"Your girlfriend is a man!"



Um dos debates que ainda consegui "apanhar" no Symposium of Creativity in Second Life, na ilha do New Media Consortium, foi sobre a criação e manipulação de avatares, e problemas delas decorrentes. A conversa foi animadíssima, e terminou com a oferta de alguns recuerdos muito interessantes aos presentes, entre os quais se encontravam dois livros para newbies (e não só) acerca do tema: "Creative Identity Play in SL" de Angela Thomas e Anya Ixchel, e "How to Dress up your Avatar" de Jokay Wollongong.
Não resisti à qualidade e humor das ditas publicações, e, de imediato, as coloquei no meeting point da Universidade do Porto. Aí podem consultá-los livremente, e perceber o título deste post ;)