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24.11.08

50% de "Bots & Campers"?

Contrariando os números avançados pela Linden Lab através de Zee Linden, Anya Ristow apresentou o seu projecto 'Green Dots' em que investigou o número de 'bots' (robots) e 'campers' (avatares 'acampados' para ganhar uns trocos) presentes num vasto conjunto de 'ilhas'.

Se a Linden Lab apontava para 13%-15% de 'bots & campers', Anya chega a um valor de 50%!
Assim resume Anya a sua investigação:

"Durante dois dias investiguei várias ilhas em busca de 'bots' e de 'campers'. Escolhi-as aleatoriamente, através da sua localização no mapa. No segundo dia de pesquisa a recolha de dados foi feita em horas diferentes das do primeiro dia, pelo que é possível dizer que cobri 24 horas de utilização, das que têm mais e menos afluência.
(...)
Os resultados foram os seguintes:
524 'ilhas'
953 avatars, 481 dos quais 'bots' ou 'campers'
50% de 'bots' e 'campers', no total
Nas 'ilhas' com 5 avatares ou menos havia uma média de 13% de 'bots' e 'campers'.
Nas 'ilhas' com mais de 5 avatares, em média havia 70% de 'bots' e 'campers'.
No total, a média situou-se em 50%"

Mesmo sem conhecer com o maior rigor a investigação de Anya, a questão que a sua investigação coloca é interessante:

- dos 70.000 utilizadores online (máximo aproximado atingido nos últimos tempos), será que 35.000 são robots e 'pessoal acampado'? É que, se assim for (e como constata Anya no seu blog), probabilisticamente as possibilidades de comunicação e interacção com outros avatares reduzem-se drasticamente... Ou, pelo menos, perdem algum interesse!

via Second Life Herald

6.7.08

No sofá virtual de Freud



O Centro de Psicologia da Athabasca University, no Canadá, tem vindo a desenvolver, nos últimos anos, estudos importantes sobre a utilização de bots na educação à distância.

O trabalho dos investigadores canadianos pode ser consultado aqui.

Recentemente, iniciaram a utilização de um bot de Freud, o Freudbot, no espaço da Athabasca University em Second Life, e resolvi deitar-me no sofá do dito para experimentar a conversação (apenas em inglês). Os resultados são surpreendentes, se pensarmos na utilização do bot como forma de comunicar e de passar informação, por exemplo, a alunos.

Referem os investigadores da Athabasca University:

"Para examinar a versão animada do Freudbot, foi realizado um estudo experimental no qual o Freudbot foi representado visualmente de três formas: sem imagem, com uma imagem estática e com uma imagem animada. Contrariamente às expectativas, a condição 'sem imagem' foi a mais escolhida por larga margem.
(...)
Usando o ambiente imersivo de Second Life, o Freudbot foi 'anexado' a um avatar e reside actualmente num escritório da Athabasca Island em SL. A linguagem de programação da Linden Lab foi desenvolvida para controlar e monitorar o comportamento do avatar em relação ao input do utilizador humano."

Algumas conclusões curiosas do trabalho académico podem ser consultadas no site do Centro de Psicologia da Athabasca University, e serem usadas por quem se interessa em partilhar informação inworld através da utilização de agentes inteligentes, que proporcionam uma comunicação permanente com os visitantes.

16.3.08

O meu amigo 'bot'

Levei o Kurt Cobain na minha t'shirt para visitar o SL Computer History Museum, na Eduisland em Second Life.
Tal como eu, penso que o Kurt alucinou com a conversa que mantive com o Turing Test Bot, uma criação de Kenneth Schweller, professor de Ciências da Computação e Psicologia na Buena Vista University, Iowa.
As aulas de Schweller em SL têm permitido uma investigação permanente em Inteligência Artificial, como o prova o meu novo amigo 'bot' com quem mantive uma conversa curiosa durante uma hora!
Contrariando as estatísticas mais simpáticas sobre os cidadãos americanos, o meu amigo 'bot' até sabia que Portugal fazia parte da península ibérica (apesar de insistir em chamar-lhe 'iberain penninsula')!!!
Aconselho-vos a ir ao Museu e visitar o 'bot'... O Kurt adorou, apesar de o meu novo amigo não ter reconhecido o seu nome!